Ginkgo biloba

Ginkgo biloba tem poder

Pesquisas alimentam a esperança de que a planta do Oriente previna (e ataque) tumores no ovário, na mama, no cérebro e no fígado. Com o seu extrato por perto, as células malignas se autodestroem

Nome Científico: Ginkgo biloba L.
Nome popular: Nogueira-do-japão
Origem: Extremo Oriente
Aspecto: As folhas se dispõem em leque e são semelhantes ao trevo. A altura da árvore pode chegar a 40 metros. O fruto lembra uma ameixa e contém uma noz que pode ser assada e comida

A ginkgo biloba foi a primeira planta a brotar após a destruição provocada pela bomba atômica na cidade de Hiroshima, no Japão

A ginkgo já é famosa por suas façanhas. O extrato obtido de suas folhas comprovadamente reduz as tonturas, refresca a memória, alivia as dores nas pernas e nos braços e acaba com o zumbido no ouvido. Por tudo isso ela arrebanhou uma vasta clientela, composta na maior parte por idosos. Mas suspeita-se que o poder dessa planta de folhas de formato de leque vá além. Estudos realizados em laboratório e com seres humanos sugerem sua capacidade de prevenir e atacar tumores — mais um importante item que se acrescenta ao seu currículo.

Uma das pesquisas que obtiveram resultados mais estrondosos foi concluída no final do ano passado. Ao todo, 1 388 mulheres foram acompanhadas por seis meses. Todas relataram tomar algum tipo de remédio fitoterápico — equinácea, ervade- são-joão, ginseng e ginkgo. As que ingeriram esta última diariamente tiveram uma incidência 60% menor de tumores de ovário. Para entender o que estava ocorrendo, os surpresos cientistas levaram a ginkgo para dentro do laboratório. Lá misturaram o extrato da planta a culturas de células de ovário cancerosas. Bastou uma pequena dose para que o crescimento delas fosse reduzido em 80%.

ESTUDO PIONEIRO
Foi a primeira vez que se vislumbrou uma relação entre a ginkgo e o combate ao câncer de ovário. “Como o nosso estudo é pioneiro, as conclusões precisam ser confirmadas por novos trabalhos”, disse à SAÚDE! Daniel Cramer, diretor de Obstetrícia e Ginecologia Epidemiológica do Brigham and Women`s Hospital, ligado à Escola Médica Harvard, nos Estados Unidos. “Até que outras investigações sejam feitas, acredito que mulheres com mais de 50 anos e histórico familiar de câncer de ovário deveriam considerar tomar ginkgo”, diz ele.

Quando se fala em tumores em geral, o relatório de Cramer não é tão inovador assim. Mais de 50 estudos sobre ginkgo e câncer já foram catalogados. Em 2002 uma pesquisa conduzida pelo grego Vassilios Papadopoulos mostrou em laboratório e em testes clínicos que a ginkgo inibe o crescimento agressivo de tumores de mama. Também existem trabalhos sobre câncer cerebral e de fígado. “Essa já não é uma área de pesquisa em sua infância”, diz Nise Yamaguchi, pesquisadora da USP e vice- presidente do Núcleo de Apoio ao Paciente com Câncer, em São Paulo. “Já existem muitos estudos consistentes. E com conclusões parecidas.”

A maneira como a ginkgo e seus componentes agem em escala celular ainda não foi totalmente decifrada, mas há algumas hipóteses. “Talvez a planta esteja envolvida com a habilidade do organismo de causar apoptose, a morte programada de células defeituosas”, diz Cramer (veja infográfico na próxima página). Outras estratégias descritas em diferentes trabalhos são sua habilidade para inibir os vasos que alimentam o câncer e sua capacidade de evitar danos ao DNA. Esses efeitos são obtidos por meio da ação de duas substâncias, os terpenóides e os bioflavonóides. Os primeiros viraram objeto de estudo mais recentemente. Os bioflavonóides, contudo, são conhecidos de longa data. Agem como antioxidantes, combatendo os radicais livres e impedindo o envelhecimento. Ambos fazem parte do mesmo extrato, o EGb 761 — matéria-prima dos comprimidos vendidos em farmácias.

O comprimido de ginkgo biloba desencadeia diversas reações que vão desde os pés até os ouvidos. Os vasos sangüíneos se dilatam e o sangue fica menos viscoso (mais “fino”, como se diz). Assim, corre mais rápido, com mais facilidade, e alcança melhor os lugares mais distantes do coração. O labirinto, estrutura que pertence ao ouvido, passa a ser mais bem irrigado e oxigenado, o que ajuda a acabar com tonturas e zumbidos. As áreas do cérebro responsáveis pela memória e pelo raciocínio ficam mais despertas. O fluxo mais intenso também acaba com as dores nos braços e nas pernas, comuns na terceira idade. “A ginkgo produz muitos resultados e por isso divide com a ervade- são-joão o título de planta mais estudada na atualidade”, afirma João Batista Calixto, professor de farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autoridade brasileira em medicamentos fitoterápicos.

Entre todas as benesses creditadas à planta, uma passou a ser questionada recentemente. É a que se refere à contribuição da ginkgo aos pacientes com Alzheimer. “Possivelmente o benefício seja alcançado apenas se a droga for utilizada de forma preventiva, anos antes do início da doença”, diz Orestes Forlenza, psiquiatra e pesquisador do Laboratório de Neurociências da Universidade de São Paulo. “Os estudos clínicos da ginkgo para o tratamento de demências não demonstraram vantagens consistentes, possivelmente porque já era tarde demais e o tamanho do efeito era muito pequeno para modificar o curso clínico”, explica o pesquisador, que fez uma revisão da literatura médica sobre o assunto.

São raros os casos de efeitos colaterais advindos da ingestão de ginkgo, mas não se pode ignorá-los. O remédio possui tarja vermelha e só pode ser vendido com receita médica (a dose máxima recomendada é de 240 mg/dia). Esse cuidado existe porque, ao dilatar os vasos sangüíneos, a ginkgo pode provocar enxaqueca e aumentar a sensibilidade da pele, causando alergias. Esse problema é maior nas cápsulas de pó macerado e nas folhas para chá, vendidas em lojas de produtos naturais. Além de ter a eficiência questionada (veja o quadro na próxima página), elas possuem grandes quantidades de um ácido capaz de irritar a pele. Ao afinar o sangue, a planta também pode causar sangramentos (antes de submeter um paciente a cirurgia, os médicos costumam pedir que cesse a ingestão do comprimido). Na bula do medicamento há ainda advertências com relação a distúrbios gastrointestinas e queda de pressão arterial. “A ginkgo é uma planta segura, mas deve ser usada com cautela”, resume o americano Daniel Cramer.

MORTE PROGRAMADA
Na presença da ginkgo, as células malignas se autodestroem
1 – PROCESSO NORMAL
Quando alguma célula se danifica, sofre radiação ou infecção, o organismo envia uma ordem para que ela se autodestrua. Esse processo é chamado de apoptose.

2 – CÉLULAS TUMORAIS
De vez em quando surgem células malignas que podem se multiplicar desordenadamente. O corpo manda a mesma ordem de implosão, mas elas não obedecem.

3 – COM GINKGO
Na presença da ginkgo, as células tumorais ficam menos “teimosas”. Quando a
mensagem chega, a célula pode ter a membrana rompida. Os restos são comidos
por fagócitos, defensores do corpo.

O QUE JÁ SE COMPROVOU?
Dos muitos benefícios atribuídos à ginkgo, alguns foram validados pela literatura científica e outros, desacreditados

ZUMBIDOS NO OUVIDO E TONTURA São os principais chamarizes da planta. Ao aumentar a circulação no labirinto, estrutura interna do ouvido, a ginkgo diminui zumbidos e melhora a sensação de equilíbrio.
DORES EM BRAÇOS E PERNAS Os benefícios do extrato para a circulação se refletem na melhor irrigação das áreas mais distantes do coração, o que alivia as dores nos membros.
ENVELHECIMENTO Seus bioflavonóides são antioxidantes que combatem os radicais livres e evitam danos às células, acumulados com a idade.
CÂNCER DE OVÁRIO Um estudo publicado em outubro de 2005 mostrou que a incidência desses tumores diminuiu entre 60% e 70% nas mulheres que ingeriram comprimidos com extrato de ginkgo.
CÂNCER DE MAMA Testes preliminares em laboratórios e estudos clínicos publicados em 2002 indicaram que o extrato das folhas pode inibir a proliferação agressiva de tumores de mama.
MEMÓRIA A Organização Mundial da Saúde considera que a ginkgo melhora a capacidade de memória e de aprendizado, mas estudos recentes começam a pôr em dúvida se o efeito persiste no longo prazo.
ALZHEIMER A ginkgo já foi aprovada em alguns países para ajudar na prevenção dessa doença. Contudo, novos testes não mostraram benefícios consistentes quando o mal já está instalado.
COMPROVADO EM TESTE CONTESTADO

ALENTO EM CHERNOBYL
Em 1986 a usina nuclear de Chernobyl, na então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, sofreu uma forte explosão de vapor seguida de incêndio. Mais de 200 mil pessoas tiveram de ser transferidas para evitar os efeitos da radiação. Um estudo publicado em 1995 ministrou extrato de ginkgo para 30 trabalhadores que estavam na área do acidente. Por dois meses eles tomaram três comprimidos de 40 mg. Ao final, a ginkgo reduziu os efeitos colaterais provocados pelas radiações excessivas e diminuiu o número de porções alteradas no DNA desses homens.

PRODUÇÃO GLOBAL
O extrato usado nos comprimidos viaja pelo mundo antes de chegar às prateleiras das farmácias. Em geral, as árvores são cultivadas na região de Bordeaux, na França, e na Carolina do Sul, nos Estados Unidos — tidas como as mais adequadas para o cultivo da planta. Depois de colhidas, as folhas são enviadas à Irlanda para serem extraídas. Em seguida a matéria-prima é exportada para vários países (o Brasil é um deles) onde os comprimidos são feitos e embalados.

DÁ PARA CONFIAR?
Nas farmácias brasileiras, os comprimidos de extrato de ginkgo vendidos só com receita médica competem com cápsulas de pó moído e folhas, em embalagens expostas nas prateleiras ao alcance do consumidor. Muita gente relata efeitos benéficos advindos dessas fórmulas alternativas. Mas seriam elas tão eficazes quanto os comprimidos? A resposta é não. Pesquisadores da UFSC fizeram testes para saber quanto tem de componentes do extrato EGb 761 nessas cápsulas e nas folhas da planta. Conclusão: para obter a mesma quantidade de um único comprimido de 120 mg seriam necessárias 20 cápsulas de 200 mg de pó moído. Quanto ao chá, a eficácia depende da qualidade da matéria-prima. “Mas seria preciso ingerir grande quantidade, já que os teores das substâncias ativas no chá caseiro são baixos”, afirma Cláudia Simões, autora do trabalho e pesquisadora da UFSC. “A proporção ideal só é obtida com os extratos secos padronizados.”

Fonte: Saúde – Abril

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Hovenia Dulcis (Uva-Japonesa)

Nome Científico: Hovenia dulcis

Nomes Populares: Uva-do-japão, Banana-do-japão, Bananinha-do-japão, Caju-do-japão, Caju-japonês, Cajueiro-japonês, Chico-magro, Gomari, Macaquinho, Mata-fome, Passa-do-japão, Passa-japonesa, Pau-doce, Pé-de-galinha, Tripa-de-galinha, Uva-da-china, Uva-japão, Uva-japonesa, Uva-paraguaia

Família: Rhamnaceae

Categoria: Árvores, Árvores Frutíferas

Clima: Continental, Equatorial, Mediterrâneo, Oceânico, Subtropical, Temperado, Tropical

Origem: Ásia, China, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Japão

Altura: 6.0 a 9.0 metros, 9.0 a 12 metros

Luminosidade: Sol Pleno

Ciclo de Vida: Perene A uva-do-japão é uma árvore caduca, de porte médio, muito utilizada na arborização urbana. Sua copa é aberta, de formato globoso a oval. O caule apresenta rápido crescimento e pequeno diâmetro. Sua casca é escura, de textura lisa a levemente fissurada. As folhas são ovais, verdes, brilhantes, de disposição alterna e caem no outono e inverno. As flores numerosas, surgem no verão. Elas são pequenas, hermafroditas, perfumadas, branco-esverdeadas e atraem muitas abelhas. Os frutos são cápsulas secas, marrons, sustentadas por pedúnculos carnosos, doces e de cor castanha. Cada fruto contém de 2 a 4 sementes amarronzadas. A dispersão das sementes é zoocórica (por animais).

Os frutos da uva-do-japão têm sabor aprazível, mas devem ser colhidos maduros. Quando verdes, têm sabor adstringente e quando passados, fermentam e ficam com gosto alcoólico. Eles podem ser consumidos in natura ou na forma de geléias. É uma árvore apropriada para o paisagismo urbano, em estacionamentos, rodovias, praças e parques. Devido ao seu tamanho um pouco avantajado (atinge cerca de 25 metros), a uva-do-japão não é indicada para arborização de calçadas sob fiação elétrica.

Por ser uma árvore que frutifica em abundância, ela têm sido amplamente utilizada na recuperação de áreas degradadas, com o objetivo de atrair a fauna (aves e mamíferos). No entanto têm se revelado uma espécie perigosamente invasora, que reduz a diversidade das matas nativas e se multiplica rapidamente com a ajuda dos animais.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, bem drenável e leve, com regas regulares no primeiro ano após o plantio. Não tolera encharcamento ou inundações. Multiplica-se por sementes e estacas. As sementes podem ser escarificadas para quebrar a dormência. A frutificação inicia-se de 3 a 4 anos após o plantio.

A planta é muito bem adaptada nos países de clima tropical, mas a uva que chamamos de japonesa não é uva nem japonesa. Veio das zonas úmidas e montanhosas da China. Só em 1820 ela foi introduzida no Ocidente. Por aqui, não pegou, embora tenha um potencial enorme.

Para sermos bem corretos em botânica, não poderíamos chamá-lo de fruto porque seus frutos são as vagens com as sementes que ficam anexadas nas extremidades, em forma de bolinhas não comestíveis. O que chamamos de fruto são os pedúnculos gordinhos e suculentos. Mas o que importa é o uso que damos a eles – como uvas passas ou frutas picadas vão bem em tortas, bolos, recheios, saladas e o que a imaginação puder criar com qualquer coisa parecida com frutas docinhas e crocantes. Imaturos são muito tânicos, mas quando ganham cor marrom avermelhada, murcham ligeiramente e até caem ao chão, aí sim estão super docinhos.

Uva-japonesa contra o alcoolismo

O cajueiro-japonês (Hovenia dulcis), mais conhecido no Brasil como pé-de-galinha ou uva-japonesa, é uma árvore conhecida na medicina chinesa por suas propriedades antirressaca e pelo gosto ácido adocicado de seu fruto. Uma pesquisa   da Universidade da Califórnia (UCLA), publicado  no Journal of Neuroscience, identificou um composto que se extrai desta planta e que pode ser empregado em casos de intoxicações etílicas e a síndrome da abstinência e, portanto, para tratar o alcoolismo.

Trata-se da dihidromiricetina , um flavonoide que se emprega como anticelulítico na área de cosmética. Os resultados do experimento realizado com ratos mostraram como o composto reduzia o consumo voluntário de álcool e bloqueava sua ação no cérebro. Este efeito era produzido pela inibição dos receptores do neurotransmissor GABA   (ácido gama-aminobutírico), que habitualmente bloqueia a atividade cerebral e produz a sonolência própria da síndrome de abstinência.

Ainda que seja necessário realizar ensaios com humanos, o estudo pode ser a base para o desenvolvimento de novos tratamentos terapêuticos para o alcoolismo com base em remédios populares empregados há mais de 500 anos.

Torta de banana como uva japonesa

Massa (minimamente adaptada da massa aerada do livro Bolos e Tortas, da Coleção Time Life)

250 g de farinha de trigo 1 colher (sopa) de açúcar ½ colher (chá) de sal 150 g de manteiga em temperatura ambiente 1 ovo inteiro

Recheio 10 bananas em rodelas ou o suficiente para cobrir a torta 1 xícara de uvas japonesas picadas Suco de um limão 2 colheres (sopa) de açúcar misturadas com 1 colher (sopa) de canela

Faça a massa, peneirando sobre uma tigela a farinha de trigo, o açúcar e o sal. No meio, faça uma cova e junte a manteiga e o ovo. Com um garfo ou com a ponta dos dedos, vá misturando a farinha com a manteiga e o ovo. Quando obter uma massa farofenta, junte uma ou duas colheres (sopa) de água, gota a gota, e vá amassano com as mãos só até conseguir formar uma massa homogênea. Embrulhe em filme plástico e guarde na geladeira por 30 minutos.

Forre com a massa uma forma grande de fundo desmontável ou outras menores. Espalhe no fundo farinha de rosca (para absorver o caldo da banana) e forre com rodelas de banana alternadas com uva japonesa. Esprema suco de limão sobre as bananas e polvilhe com açúcar e canela. Leve ao forno médio (180 graus) por cerca de 1 hora ou até as bordas da torta começarem a dourar.

Rende: 14 fatias ou 14 tortinhas

Inclua em saladas. Esta levou folhas, tomate, salsão e molho com mostarda. Acho que vai bem ainda em saladas com repolho, cenoura ralada e um molho leve de iogurte ou maionese. Ou em qualquer outra que levaria uvas passas e/ou maçãs e/ou peras.

Jambeiro

Nome popular: jambeiro
Nome científico: Eugenia sp
Família botânica: Myrtaceae
Origem: índia.

Características da planta
Árvore que pode atingir até 15 m de altura. Copa de forma cônica, densa com ramificação abundante. Folhas de coloração verde-brilhante. Flores grandes, aromáticas, que podem variar de brancas a róseo-purpúreas de acordo com a espécie.

Fruto
Forma ovóide de coloração branca, verde, rósea, amarela e vermelho-escura, com polpa suculenta, de cor branca, envolvendo sementes globosas.

Cultivo
Não suporta geadas e desenvolve-se em qualquer tipo de solo, desde que permeáveis e profundos. É cultivado em quase todo Brasil, em regiões de clima quente e úmido. A propagação se dá por sementes. Pode produzir por mais de 20 anos. Frutifica de janeiro a maio.

HISTÓRIA DA ALIMENTAÇÃO NO BRASIL

“Esta fruta que vos mostro é muito estimada nesta terra: veio de Málaca há pouco tempo,porque há muitas naquelas partes. Mas dizei a que vos parece este pomo, pois é do tamanho deum ovo de pata e algum tanto maior; já vedes como a cor dele é feita de branco e vermelho, echeira a água rosada, de maneira que aos dois sentidos é aprazível.””Para mim” – diz Camara Cascudo referindo-se ao texto acima – “essa fruta é o jambo-vermelho ou jambo-encarnado”
Camara Cascudo

Jambo-vermelho, jambo-branco, jambo-bravo, jambo-rosa ou jambo-amarelo: delicias vindas para o Brasil da Índia e de algumas ilhas da Malásia.
Os jambeiros são belíssimas árvores. Embora não sejam originárias da América, aclimataram-se tão bem às condições do trópico americano que parecem nativas da terra. Nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste do Brasil é raro um pomar sem pelo menos um jambeiro. E ninguém se pergunta se ela é do lugar ou se veio de longe.
Embora todos eles tenham o mesmo nome – jambo não se trata de variedades de uma mesma fruta. Seu parentesco é talvez o mesmo parentesco que existe entre a jabuticaba e a pitanga, também Mirtáceas como todos os jambos.
O mais conhecido dentre eles, o jambo-vermelho (Eugenia malaccensis), nasce em árvores grandes, de folhas também grandes, cuja copa tem uma forma piramidal. Esse jambeiro, extremamente ornamental, oferece, ao mesmo tempo, beleza, boa sombra e doces frutos aos felizardos que dela souberam e puderam dispor.
Suas muitas flores, lindas e coloridas de púrpura, rosa e lilás, quando caem formam sob as árvores um “tapete purpúreo de belo efeito”, de acordo com a perfeita descrição de Pio Corrêa.
Os frutos, vermelhos por fora e alvos por dentro, têm um sabor doce que lembra o das peras, porém acrescido de um perfume forte de flor. A casca é fina e a polpa, pouco suculenta, é consistente, obrigando a umas boas dentadas quem quiser prová-la.
Com o fruto do jambeiro-vermelho faz-se um especial e delicioso doce em compota: os jambos descascados, mas não completamente, são partidos ao meio; os frutos são apenas aferventados e, depois, colocados para cozinhar em calda de açúcar fervente. O resultado, além de bom, é um doce lindo, cor-de-rosa, da cor do doce de pêssego. Quem ensina é Dona Chloé Loureiro.
O jambo-rosa também conhecido como jambo-amarelo (Eugenia jambos), nasce em árvores de menor tamanho que o jambo-vermelho. Suas folhas são também menores e mais afiladas. A floração é abundante: as flores, brancas, grandes po-rém delicadas, cobrem toda a copa da árvore para depois caírem em um bonito espetáculo.
O fruto é menor, muito mais parecido, externamente, com o araçá do que com o fruto do jambo-vermelho. Por fora, sua cor é também mais clara do que o outro, variando entre os matizes de rosa e de amarelo; nas palavras de Pio Corrêa, sua cor pode ser “amarelo-rósea ou róseo-branca ou arroxeada”.
A consistência farinácea de sua polpa lembra a de uma maçã com pouco suco, e é semelhante à do jambo-vermelho. O sabor é mais suave, rescendendo ao perfume das rosas – de onde provem o seu nome.
O jambeiro-branco (Eugenia aquea) é o mais interessante e exótico entre todos os demais jambeiros. Seus frutos, que se assemelham, pela aparência e formato, mais com o jambo- rosa do que com o vermelho, apresentam, externamente, uma coloração branca, pálida, bastante rara na natureza.
Pio Corrêa, ao descrevê-los diz, que tais frutos “são muito belos, parecendo feitos de porcelana ou parafina”. Apesar de terem um sabor menos forte e menos pronunciado do que os outros jambos, por sua beleza e raridade o jambo-branco tem muitos admiradores.
Fonte: http://www.bibvirt.futuro.usp.br

 

Jambo

Jambo Rosa

Jambo Rosa
Nome Científico: Syzygium jambos (L.) Alston (Eugenia jambos).
Família: Mytaceae
Origem e dispersão
O jambeiro-rosa é originário da região Indomalaia, de onde foi introduzido nas regiões tropicais americanas e africanas. No Brasil é encontrado em diversos estados, mas não é cultivado comercialmente.

Características
É uma árvore que alcança até 20 m de altura, possui copa densa com formato cônico, folhas opostas, pecioladas, elípticas, grande e glabras. As flores apresentam 4 pétalas brancas de 1,5 cm de comprimento.
Os estames brancos, em número de 300, ocupam o centro da flor e entre eles destaca-se o pistolo fino de cor verde. O fruto é uma drupa oval, com 3 a 5 cm de diâmetro amarelo-rosa ou róseo-branca ou arroxeada, muito aromático, polpa branca, esponjosa e de sabor suave. No centro há uma cavidade com 1 semente, formada por vários embriões carnosos, que se separam facilmente.

Clima e Solo
É encontrado em locais de clima quente e úmido, com boa distribuição de chuvas e diversos tipos de solos, sem problemas de drenagem.

Propagação: o jambeiro-rosa é propagado por sementes ou alporquia.

Utilização: é consumido ao natural, porém, na Índia, é utilizado para fazer aguardente e compota.

 

Jambo Vermelho

Jambo Vermelho
Nome Científico: Syzygium malaccense (L.) Merr & Perry
Família: Myrtaceae

Origem e dispersão
O jambeiro-vermelho é originário da malásia de onde dispersou-se para as regiões tropicais da África e América. No Brasil é encontrado nos estados da região Norte, Nordeste e nas regiões quentes do Sudeste.

Características
A árvore alcança 12 a 15 m de altura, apresenta copa densa de formato cônico-alongado.

Clima e Solo
O jamboeiro desenvolve-se bem em regiões de clima tropical e subtropical, e em solos profundos e drenados.

Propagação
O jambeiro pode ser propagado por semente, estaquia e alporquia.

Variedades
São citadas variedades com e sem sementes.

Utilização
A polpa representa 84% do fruto que apresenta ºBrix 6,8% e acidez 0,4% no final de maturação. É consumido ao natural ou em forma de doces ou compotas.

O termo jambeiro é a designação comum a várias árvores e arbustos da família das mirtáceas, principalmente as dos gêneros Syzygium e Eugenia, sendo que muitas delas possuem frutos comestíveis. Também são chamadas de jambo e jamboeiro.

O jambo é o fruto do jambeiro (Syzygium jambos L.) das espécies do gênero Syzygium (também designado pelo termo jambo – sinônimo botânico) da família Myrtaceae, que inclui também a goiaba, a pitanga, o jamelão, a jabuticaba e o eucalipto. São frutos piriformes (em forma de pêra), com casca lisa e cerosa, rosada, esbranquiçada ou vermelha, polpa consistente e branca, e uma ou mais sementes de formato esférico no seu interior.
Há três espécies principais de Syzygium cujos frutos são conhecidos como jambo, todas nativas do continente asiático:

  • S. malaccense: Jambo-vermelho, com frutos vermelhos, adocicados e levemente ácidos;
  • S. jambos: Jambo-branco, com frutos esbranquiçados, de sabor fraco;
  • S. jambolana: Jambo-rosa, com frutos rosados, sabor semelhante ao jambo-vermelho. Também cultivado como árvore ornamental, pela profusão de flores com longos estames rosados.

Em algumas regiões, o jamelão, fruto pequeno e negro da Syzygium cumini, é conhecido em certos lugares como “jambo”, ou “jambolão”.

O jambo é uma boa fonte de ferro, proteínas e outros minerais. Os frutos apresentam 28,2% de umidade, 0,7% de proteína, 19,7% de carboidratos, contendo entre eles vitaminas como A (beta caroteno), B1 (tiamina), B2 (riboflavina), minerais como, ferro e fósforo. Em 100g de polpa, tem 50 calorias.

JAMBEIRO-BRANCO – FRUTO

JAMBEIRO-BRANCO – FLOR