Hovenia Dulcis (Uva-Japonesa)

Nome Científico: Hovenia dulcis

Nomes Populares: Uva-do-japão, Banana-do-japão, Bananinha-do-japão, Caju-do-japão, Caju-japonês, Cajueiro-japonês, Chico-magro, Gomari, Macaquinho, Mata-fome, Passa-do-japão, Passa-japonesa, Pau-doce, Pé-de-galinha, Tripa-de-galinha, Uva-da-china, Uva-japão, Uva-japonesa, Uva-paraguaia

Família: Rhamnaceae

Categoria: Árvores, Árvores Frutíferas

Clima: Continental, Equatorial, Mediterrâneo, Oceânico, Subtropical, Temperado, Tropical

Origem: Ásia, China, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Japão

Altura: 6.0 a 9.0 metros, 9.0 a 12 metros

Luminosidade: Sol Pleno

Ciclo de Vida: Perene A uva-do-japão é uma árvore caduca, de porte médio, muito utilizada na arborização urbana. Sua copa é aberta, de formato globoso a oval. O caule apresenta rápido crescimento e pequeno diâmetro. Sua casca é escura, de textura lisa a levemente fissurada. As folhas são ovais, verdes, brilhantes, de disposição alterna e caem no outono e inverno. As flores numerosas, surgem no verão. Elas são pequenas, hermafroditas, perfumadas, branco-esverdeadas e atraem muitas abelhas. Os frutos são cápsulas secas, marrons, sustentadas por pedúnculos carnosos, doces e de cor castanha. Cada fruto contém de 2 a 4 sementes amarronzadas. A dispersão das sementes é zoocórica (por animais).

Os frutos da uva-do-japão têm sabor aprazível, mas devem ser colhidos maduros. Quando verdes, têm sabor adstringente e quando passados, fermentam e ficam com gosto alcoólico. Eles podem ser consumidos in natura ou na forma de geléias. É uma árvore apropriada para o paisagismo urbano, em estacionamentos, rodovias, praças e parques. Devido ao seu tamanho um pouco avantajado (atinge cerca de 25 metros), a uva-do-japão não é indicada para arborização de calçadas sob fiação elétrica.

Por ser uma árvore que frutifica em abundância, ela têm sido amplamente utilizada na recuperação de áreas degradadas, com o objetivo de atrair a fauna (aves e mamíferos). No entanto têm se revelado uma espécie perigosamente invasora, que reduz a diversidade das matas nativas e se multiplica rapidamente com a ajuda dos animais.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, bem drenável e leve, com regas regulares no primeiro ano após o plantio. Não tolera encharcamento ou inundações. Multiplica-se por sementes e estacas. As sementes podem ser escarificadas para quebrar a dormência. A frutificação inicia-se de 3 a 4 anos após o plantio.

A planta é muito bem adaptada nos países de clima tropical, mas a uva que chamamos de japonesa não é uva nem japonesa. Veio das zonas úmidas e montanhosas da China. Só em 1820 ela foi introduzida no Ocidente. Por aqui, não pegou, embora tenha um potencial enorme.

Para sermos bem corretos em botânica, não poderíamos chamá-lo de fruto porque seus frutos são as vagens com as sementes que ficam anexadas nas extremidades, em forma de bolinhas não comestíveis. O que chamamos de fruto são os pedúnculos gordinhos e suculentos. Mas o que importa é o uso que damos a eles – como uvas passas ou frutas picadas vão bem em tortas, bolos, recheios, saladas e o que a imaginação puder criar com qualquer coisa parecida com frutas docinhas e crocantes. Imaturos são muito tânicos, mas quando ganham cor marrom avermelhada, murcham ligeiramente e até caem ao chão, aí sim estão super docinhos.

Uva-japonesa contra o alcoolismo

O cajueiro-japonês (Hovenia dulcis), mais conhecido no Brasil como pé-de-galinha ou uva-japonesa, é uma árvore conhecida na medicina chinesa por suas propriedades antirressaca e pelo gosto ácido adocicado de seu fruto. Uma pesquisa   da Universidade da Califórnia (UCLA), publicado  no Journal of Neuroscience, identificou um composto que se extrai desta planta e que pode ser empregado em casos de intoxicações etílicas e a síndrome da abstinência e, portanto, para tratar o alcoolismo.

Trata-se da dihidromiricetina , um flavonoide que se emprega como anticelulítico na área de cosmética. Os resultados do experimento realizado com ratos mostraram como o composto reduzia o consumo voluntário de álcool e bloqueava sua ação no cérebro. Este efeito era produzido pela inibição dos receptores do neurotransmissor GABA   (ácido gama-aminobutírico), que habitualmente bloqueia a atividade cerebral e produz a sonolência própria da síndrome de abstinência.

Ainda que seja necessário realizar ensaios com humanos, o estudo pode ser a base para o desenvolvimento de novos tratamentos terapêuticos para o alcoolismo com base em remédios populares empregados há mais de 500 anos.

Torta de banana como uva japonesa

Massa (minimamente adaptada da massa aerada do livro Bolos e Tortas, da Coleção Time Life)

250 g de farinha de trigo 1 colher (sopa) de açúcar ½ colher (chá) de sal 150 g de manteiga em temperatura ambiente 1 ovo inteiro

Recheio 10 bananas em rodelas ou o suficiente para cobrir a torta 1 xícara de uvas japonesas picadas Suco de um limão 2 colheres (sopa) de açúcar misturadas com 1 colher (sopa) de canela

Faça a massa, peneirando sobre uma tigela a farinha de trigo, o açúcar e o sal. No meio, faça uma cova e junte a manteiga e o ovo. Com um garfo ou com a ponta dos dedos, vá misturando a farinha com a manteiga e o ovo. Quando obter uma massa farofenta, junte uma ou duas colheres (sopa) de água, gota a gota, e vá amassano com as mãos só até conseguir formar uma massa homogênea. Embrulhe em filme plástico e guarde na geladeira por 30 minutos.

Forre com a massa uma forma grande de fundo desmontável ou outras menores. Espalhe no fundo farinha de rosca (para absorver o caldo da banana) e forre com rodelas de banana alternadas com uva japonesa. Esprema suco de limão sobre as bananas e polvilhe com açúcar e canela. Leve ao forno médio (180 graus) por cerca de 1 hora ou até as bordas da torta começarem a dourar.

Rende: 14 fatias ou 14 tortinhas

Inclua em saladas. Esta levou folhas, tomate, salsão e molho com mostarda. Acho que vai bem ainda em saladas com repolho, cenoura ralada e um molho leve de iogurte ou maionese. Ou em qualquer outra que levaria uvas passas e/ou maçãs e/ou peras.

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